Ele estava acorrentado no cadafalso, sob o olhar do mundo inteiro. Mesmo ali, ferido, marcado, Ace mantinha aquele semblante teimoso de força… mas por dentro, o peso da culpa começava a apertar.
“Tudo isso… por minha causa.”

Quando Luffy rompeu os portões, sangrando, cansado, quase destruído só para alcançá-lo… algo mudou nos olhos de Ace. Era esperança — frágil, mas viva.
E ainda assim, o caos da batalha parecia maior do que qualquer chance real de escapar.
A hora da execução chegou. O machado levantado. O mundo em silêncio.
E então… Barba Branca ruge, o chão treme, a guerra explode. A última chama de Ace reacende.
Ele vive por mais alguns segundos. Apenas segundos.
Luffy chega. Chora. Grita. Estende a mão.
E quando aquelas correntes finalmente caem, Ace sorri de um jeito simples, tão humano, que dói lembrar. Aquele sorriso de quem não acredita que alguém o ama tanto assim.

Eles correm juntos.
Um breve momento de liberdade.
Um breve momento de esperança.
Até que Akainu aparece, cuspindo ódio, provocando tudo o que Ace sempre carregou como ferida.
E Ace… não suporta.
Ele para. Ele volta.
Ele cai na provocação — e o destino cai com ele.

O punho de magma atravessa Ace como se perfurasse o coração de quem assiste.
O tempo congela.
Luffy não consegue respirar.
A gente também não.
Ace cai nos braços do irmão, e o fogo ao redor parece mais fraco, mais triste.
As palavras dele são suaves, quase sussurradas, como quem tenta aliviar a dor de todos mesmo enquanto a própria vida escapa pelos dedos.

É isso.
Sem guerra, sem gritos — só um adeus quebrado, um sorriso fraco, e o corpo que finalmente cede.
Ace se vai como uma chama que insiste em brilhar até o último segundo, mesmo sabendo que vai apagar.
Ele morreu sendo quem era.
E é justamente por isso que dói tanto.
🕯️ Que a chama dele nunca desapareça da memória de quem sentiu essa perda.
